Português (brasileiro) Bíblia - João Ferreira de Almeida Atualizada

Provérbios 22

Provérbios

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Capítulo 23

1


 

  Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para aquele que está diante de ti;     

 

 


2


 

  e põe uma faca à tua garganta, se fores homem de grande apetite.     

 

 


3


 

  Não cobices os seus manjares gostosos, porque é comida enganadora.     

 

 


4


 

  Não te fatigues para seres rico; dá de mão à tua própria sabedoria:     

 

 


5


 

  Fitando tu os olhos nas riquezas, elas se vão; pois fazem para si asas, como a águia, voam para o céu.     

 

 


6


 

  Não comas o pão do avarento, nem cobices os seus manjares gostosos.     

 

 


7


 

  Porque, como ele pensa consigo mesmo, assim é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não está contigo.     

 

 


8


 

  Vomitarás o bocado que comeste, e perderás as tuas suaves palavras.     

 

 


9


 

  Não fales aos ouvidos do tolo; porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.     

 

 


10


 

  Não removas os limites antigos; nem entres nos campos dos órfãos,     

 

 


11


 

  porque o seu redentor é forte; ele lhes pleiteará a causa contra ti.     

 

 


12


 

  Aplica o teu coração à instrução, e os teus ouvidos às palavras do conhecimento.     

 

 


13


 

  Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá.     

 

 


14


 

  Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do Seol.     

 

 


15


 

  Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, ó, meu próprio;     

 

 


16


 

  e exultará o meu coração, quando os teus lábios falarem coisas retas.     

 

 


17


 

  Não tenhas inveja dos pecadores; antes conserva-te no temor do Senhor todo o dia.     

 

 


18


 

  Porque deveras terás uma recompensa; não será malograda a tua esperança.     

 

 


19


 

  Ouve tu, filho meu, e sê sábio; e dirige no caminho o teu coração.     

 

 


20


 

  Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne.     

 

 


21


 

  Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência cobrirá de trapos o homem.     

 

 


22


 

  Ouve a teu pai, que te gerou; e não desprezes a tua mãe, quando ela envelhecer.     

 

 


23


 

  Compra a verdade, e não a vendas; sim, a sabedoria, a disciplina, e o entendimento.     

 

 


24


 

  Grandemente se regozijará o pai do justo; e quem gerar um filho sábio, nele se alegrará.     

 

 


25


 

  Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se aquela que te deu à luz.     

 

 


26


 

  Filho meu, dá-me o teu coração; e deleitem-se os teus olhos nos meus caminhos.     

 

 


27


 

  Porque cova profunda é a prostituta; e poço estreito é a aventureira.     

 

 


28


 

  Também ela, como o salteador, se põe a espreitar; e multiplica entre os homens os prevaricadores.     

 

 


29


 

  Para quem são os ais? para quem os pesares? para quem as pelejas, para quem as queixas? para quem as feridas sem causa? e para quem os olhos vermelhos?     

 

 


30


 

  Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada.     

 

 


31


 

  Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.     

 

 


32


 

  No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará.     

 

 


33


 

  Os teus olhos verão coisas estranhas, e tu falarás perversidades.     

 

 


34


 

  o serás como o que se deita no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro.     

 

 


35


 

  E diràs: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando virei a despertar? ainda tornarei a buscá-lo outra vez.     

 

 


Provérbios 24

 

 

 

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