Português (brasileiro) Bíblia - João Ferreira de Almeida Atualizada

Marcos 14

Marcos

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Capítulo 15

1


 

  Logo de manhã tiveram conselho os principais sacerdotes com os anciãos, os escribas e todo o sinédrio; e maniatando a Jesus, o levaram e o entregaram a Pilatos.     

 

 


2


 

  Pilatos lhe perguntou: És tu o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: É como dizes.     

 

 


3


 

  e os principais dos sacerdotes o acusavam de muitas coisas.     

 

 


4


 

  Tornou Pilatos a interrogá-lo, dizendo: Não respondes nada? Vê quantas acusações te fazem.     

 

 


5


 

  Mas Jesus nada mais respondeu, de maneira que Pilatos se admirava.     

 

 


6


 

  Ora, por ocasião da festa costumava soltar-lhes um preso qualquer que eles pedissem.     

 

 


7


 

  E havia um, chamado Barrabás, preso com outros sediciosos, os quais num motim haviam cometido um homicídio.     

 

 


8


 

  E a multidão subiu e começou a pedir o que lhe costumava fazer.     

 

 


9


 

  Ao que Pilatos lhes perguntou: Quereis que vos solte o rei dos judeus?     

 

 


10


 

  Pois ele sabia que por inveja os principais sacerdotes lho haviam entregado.     

 

 


11


 

  Mas os principais sacerdotes incitaram a multidão a pedir que lhes soltasse antes a Barrabás.     

 

 


12


 

  E Pilatos, tornando a falar, perguntou-lhes: Que farei então daquele a quem chamais reis dos judeus?     

 

 


13


 

  Novamente clamaram eles: Crucifica-o!     

 

 


14


 

  Disse-lhes Pilatos: Mas que mal fez ele? Ao que eles clamaram ainda mais: Crucifica-o!     

 

 


15


 

  Então Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou-lhe Barrabás; e tendo mandado açoitar a Jesus, o entregou para ser crucificado.     

 

 


16


 

  Os soldados, pois, levaram-no para dentro, ao pátio, que é o pretório, e convocaram toda a coorte;     

 

 


17


 

  vestiram-no de púrpura e puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos que haviam tecido;     

 

 


18


 

  e começaram a saudá-lo: Salve, rei dos judeus!     

 

 


19


 

  Davam-lhe com uma cana na cabeça, cuspiam nele e, postos de joelhos, o adoravam.     

 

 


20


 

  Depois de o terem assim escarnecido, despiram-lhe a púrpura, e lhe puseram as vestes. Então o levaram para fora, a fim de o crucificarem.     

 

 


21


 

  E obrigaram certo Simão, cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a carregar-lhe a cruz.     

 

 


22


 

  Levaram-no, pois, ao lugar do Gólgota, que quer dizer, lugar da Caveira.     

 

 


23


 

  E ofereciam-lhe vinho misturado com mirra; mas ele não o tomou.     

 

 


24


 

  Então o crucificaram, e repartiram entre si as vestes dele, lançando sortes sobre elas para ver o que cada um levaria.     

 

 


25


 

  E era a hora terceira quando o crucificaram.     

 

 


26


 

  Por cima dele estava escrito o título da sua acusação: O REI DOS JUDEUS.     

 

 


27


 

  Também, com ele, crucificaram dois salteadores, um à sua direita, e outro à esquerda.     

 

 


28


 

  [E cumpriu-se a escritura que diz: E com os malfeitores foi contado.]     

 

 


29


 

  E os que iam passando blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo: Ah! tu que destróis o santuário e em três dias o reedificas.     

 

 


30


 

  salva-te a ti mesmo, descendo da cruz.     

 

 


31


 

  De igual modo também os principais sacerdotes, com os escribas, escarnecendo-o, diziam entre si: A outros salvou; a si mesmo não pode salvar;     

 

 


32


 

  desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos, Também os que com ele foram crucificados o injuriavam.     

 

 


33


 

  E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre a terra, até a hora nona.     

 

 


34


 

  E, à hora nona, bradou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá, sabactani? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?     

 

 


35


 

  Alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: Eis que chama por Elias.     

 

 


36


 

  Correu um deles, ensopou uma esponja em vinagre e, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias virá tirá-lo.     

 

 


37


 

  Mas Jesus, dando um grande brado, expirou.     

 

 


38


 

  Então o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo.     

 

 


39


 

  Ora, o centurião, que estava defronte dele, vendo-o assim expirar, disse: Verdadeiramente este homem era filho de Deus.     

 

 


40


 

  Também ali estavam algumas mulheres olhando de longe, entre elas Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago o Menor e de José, e Salomé;     

 

 


41


 

  as quais o seguiam e o serviam quando ele estava na Galiléia; e muitas outras que tinham subido com ele a Jerusalém.     

 

 


42


 

  Ao cair da tarde, como era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado,     

 

 


43


 

  José de Arimatéia, ilustre membro do sinédrio, que também esperava o reino de Deus, cobrando ânimo foi Pilatos e pediu o corpo de Jesus.     

 

 


44


 

  Admirou-se Pilatos de que já tivesse morrido; e chamando o centurião, perguntou-lhe se, de fato, havia morrido.     

 

 


45


 

  E, depois que o soube do centurião, cedeu o cadáver a José;     

 

 


46


 

  o qual, tendo comprado um pano de linho, tirou da cruz o corpo, envolveu-o no pano e o depositou num sepulcro aberto em rocha; e rolou uma pedra para a porta do sepulcro.     

 

 


47


 

  E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde fora posto.     

 

 


Marcos 16

 

 

 

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